Somos uma das maiores operadoras de Multiserviços do interior do estado de
Minas Gerais, prestando os serviços de TV por assinatura NET e
internet Banda Larga ASTRO.
Contato
A repetição de conteúdos é uma das características fundamentais da TV por assinatura. Ao contrário da TV aberta, onde cada evento é único, na TV fechada o usuário tem a comodidade de escolher o melhor horário e a forma mais conveniente de assistir a seus programas preferidos. A quantidade de atrações é tão grande que, mesmo com as reprises, o assinantes ainda conta com uma gama de opções para assistir.
Na prática, a customização de canais é inviável. Uma operadora que tenha, por exemplo, 100 mil assinantes, teria que montar sua grade em milhares de combinações diferentes, resultando num tráfego de informações que causaria uma pane no sistema. O que se faz em todo o mundo é montar pacotes com conteúdos complementares, de modo a atender à maior parte do público. Os pacotes mais completos são também os de custo mais elevado, e alguns canais específicos são oferecidos em separado, a um custo adicional.
A operação de TV por assinatura envolve uma série de custos, desde a estrutura física da operadora (instalações, funcionários, equipamentos) até a rede que leva o sinal à casa do assinante. Na TV a cabo, por exemplo, há um alto investimento na construção das redes cabeadas que cobrem as grandes cidades; no DTH, um item de alto custo é o aluguel do satélite, que fica disponível 24 horas por dia. Há ainda o valor dos receptores, decodificadores, antenas e demais acessórios instalados na casa do assinante. No Brasil, o mercado ainda enfrente um problema adicional, que é a alta tributação, responsável por cerca de 30% a 40% do valor final da assinatura.
A compra de conteúdo, principalmente filmes de sucesso, é um dos custos mais altos do setor de TV paga. A negociação é feita diretamente com os produtores e/ou detentores dos direitos sobre cada filme ou programa. Os contratos de compras de direitos para TV fechada obedecem à chamada “janela”, em que o filme primeiro é exibido nos cinemas, depois lançado em DVD ou Blu-ray e só então é liberado para televisão. Essa regra já é seguida em todos os países. Já os conteúdos específicos de televisão – como séries, shows, documentários ou eventos esportivos – são negociados à parte. Normalmente, as operadoras também são obrigadas a comprar “pacotes de filmes” de cada programadora.
As operadoras compram conteúdo de inúmeros fornecedores, e nem todos utilizam os mesmos padrões de captação de áudio e vídeo. Um dos desafios para uma operadora é codificar os sinais que recebe, preservando suas características originais, e entregá-los a cada assinante com máxima fidelidade. Quando o sinal original não é de boa qualidade, a operadora tem a opção de não transmiti-lo. Mais a maioria prefere levar esse conteúdo ao ar mesmo assim, dentro do conceito de que a variedade é o que mais importa para o assinante.
Em comparação com outros grandes mercados mundiais, o brasileiro até que é bem concorrido. Uma das limitações é financeira: a operação de TV por assinatura é complexa e exige investimentos contínuos e de longo prazo. Somente grandes empresas, e com bom suporte técnico, conseguem se manter no mercado com um padrão de atendimento aceitável. Outra limitação é de caráter legal: a chamada Lei do Cabo, de 1995, impede a multiplicação de serviços numa mesma região. A Anatel promete rever essa legislação.
Essa é uma discussão que ocorre hoje praticamente no mundo inteiro. A TV pela internet é uma tecnologia que veio para ficar, mas que esbarra na questão da infraestrutura de rede de cada país. No Brasil, por exemplo, as redes de banda larga ainda funcionam de forma instável e precária, dificultando o acesso a conteúdos de vídeo. Com as conexões se tornando mais velozes, é natural que aumente a oferta de filmes, séries e programas de televisão pela web, ampliando as opções para o usuário. Grupos de mídias brasileiros, como Globo e Abril, por exemplo, já trabalham com esse cenário.
No Brasil, três grandes operadoras – Oi, Embratel e Telefônica – já atuam no mercado de TV paga, individualmente ou em parceria com outras empresas. Esse é um processo irreversível e também registrado na maioria dos países. As chamadas teles detêm grandes redes para transmissão de voz e dados, podendo ampliá-las para transportar também sinal de áudio e vídeo. O projeto de lei 116/2010, que está para ser aprovado no Congresso, deverá dar o sinal verde para isso. O que não se sabe é como e quanto as teles irão investir em TV por assinatura, levando em conta que essa não é a sua especialidade. Transmitir áudio e vídeo com qualidade é algo bem mais complexo do que simplesmente administrar redes de telefonia e dados.
Teoricamente, não. Se a lei for aprovada, cada canal terá que exibir diariamente um mínimo de 30% de programas nacionais. Como a maior parte desses canais é estrangeira, isso pode gerar distorções nas grades de programação. Um canal como National Geografic, por exemplo, é todo baseado em documentários produzidos no Exterior. É praticamente impossível encher 30% do horário com programas similares feitos no Brasil. Nos canais de filmes, a oferta de títulos é infinitamente maior que a de produções nacionais. O mesmo vale para desenhos animados, esportes, música etc. A intenção da lei é incentivar a produção e exibição de conteúdos nacionais, mas não há como implantar uma mudança desse porte a curto prazo. Além do mais, para alterar dessa forma sua programação, as operadoras terão que consultar os assinantes, que não estão participando da discussão da lei. À primeira vista, os únicos beneficiários com a introdução das cotas são os produtores nacionais.
As realidades dos dois países são completamente diferentes. Nos EUA, a TV a cabo começou como um serviço comunitário e depois se expandiu para os grandes centros. No Brasil, houve exatamente o contrário. As tecnologias de cabo e satélite requerem investimentos que somente grandes grupos podem fazer. Uma alternativa seria a tecnologia MMDS, que leva o sinal pelo ar e pode ser usada em todos o País. Com a digitalização, essa seria uma ótima opção para implantar redes de TV comunitárias, com diversos canais atendendo a regiões do interior, ou mesmo a periferia das grandes cidades. Mas a Anatel é contrária a isso, e pretende entregar as frequências de MMDS para uso na telefonia celular.